PORTO Cidade Invicta
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A cidade assistiu ao casamento real de D. João I e D. Filipa de Lencastre (princesa inglesa) e ao nascimento do seu filho, impulsionador do período de expansão marítima de Portugal, o Infante D. Henrique.
A Casa do Infante onde, segundo a tradição, o mesmo terá nascido, é o atual Arquivo Histórico Municipal do Porto.
No séc. XIX houve um monarca que deixou o seu coração no Porto (literalmente).
D. Pedro IV (D.Pedro I do Brasil) reconheceu a dedicação, coragem, sacrifício e esforço dos portuenses durante as lutas liberais.
Como prova desse reconhecimento a Rainha D. Maria II, cumprindo a vontade testamental do Rei, mandou acrescentar novos elementos ao brasão, incluindo o título de “Invicta” (invencível).
Mas a maior honra feita à cidade foi a doação do seu coração, que se encontra depositado na Igreja da Lapa. Este momento está representado no pedestal existente por baixo da estátua equestre do monumento a D. Pedro IV, na Praça da Liberdade.
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As origens das Tripas à Moda do Porto.
Reza a lenda – uma delas – que foi neste contexto que terão sido criadas as Tripas à Moda do Porto. Segundo a história, o Infante D. Henrique veio ao Porto, em 1415, controlar o andamento dos trabalhos no estaleiro. “Consta que o Infante estava satisfeito, embora um pouco preocupado porque achava que os trabalhadores conseguiriam fazer mais. Confidenciou ao Mestre Vaz que as embarcações serviriam para a conquista de Ceuta e, por isso, era preciso fazer um grande esforço.”
Em resposta, o Mestre Vaz terá assegurado que os esforços seriam aumentados. Decidiu reunir os seus homens, que, por sua vez, falaram com os restantes habitantes da cidade. Em conjunto, decidiram oferecer toda a carne da cidade aos marinheiros. Em terra, ficariam só com as sobras: as tripas.
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“Mas nem por isso as pessoas do Porto ficaram a sofrer”, sublinha Graça Lacerda. Inventaram uma maneira de cozinhar as tripas e, com isso, ganharam a alcunha de tripeiros. Na verdade, apesar de existirem, pelo mundo fora, várias receitas que utilizam as tripas, só no Porto é que a alcunha dos nascidos da cidade coincide com o prato típico.
Ingredientes*
– 400g de feijão manteiga demolhado
– 500g de dobrada de vitela (sola e folhada)
– 1 chispe de porco
– 1/2 de uma mão de vitela
– 200g de presunto gordo
– 200g de salpicão do Douro
– 1/2 de uma galinha gorda
– 1 chouriça de carne
– 2 folhas de louro
– 3 dentes de alho
– 200g de cebola
– sal e pimenta q.b.
– 1 cenoura média
– 1dl de azeite
– 1 colher de sopa de banha de porco
– 1 colhes de chá rasa de colorau
– 2 cabeças de cravinho-da-Índia
– 1 colher de sobremesa rasa de cominhos em pó
*Ingredientes para quatro pessoas, de acordo com a Confraria Gastronómica das Tripas à Moda do Porto
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