Okinoshima fica a meio caminho entre a ilha principal do sudoeste de Kyushu e a península coreana. Com 700 metros quadrados, recebeu no passado dia 2 de julho o estatuto de Património Mundial, uma decisão tomada na Cimeira anual da ONU, em Cracóvia, na Polónia.
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É um local tido como sagrado e onde são efetuadas orações e rituais para assegurar a segurança em viagens marítimas. Mas, para além de sacro, é um sítio de inequívoco valor geopolítico que marca as relações entre a China e a Coreia desde o século IV, como revela o The Guardian.
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Anualmente, não é permitida a entrada na ilha a mais de 200 homens. E, quando estes têm permissão para o fazer, a 27 de maio, entram para honrar os marinheiros que perderam a vida na guerra russo-japonesa, de 1904-05.
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Mais: devem prestar-se aos rituais com vários séculos, incluindo um que obriga a despir a roupa e a realização do misogi. Em que consiste isto exatamente?
Ora, em tomar banho completamente nu, no mar, para limpar as impurezas. Na hora do regresso, é proibido trazer recuerdos. Sejam grandes, médios ou pequeninos — incluindo objetos de aparente pouca expressão como ramos, rochas ou folhas de ervas.
Fonte: Sapo24





